Inclusão Social
A nossa prioridade para 2010!
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Inclusão Social:
uma tarefa de todos na construção duma sociedade sustentável
Desde sempre o Inovinter se tem preocupado na procura de soluções que permitam levar a sua actividade – a formação profissional nas perspectivas da educação/formação qualificante – ao encontro de todos, sem excepção, numa visão integrada do direito à Igualdade de Oportunidades, contribuindo para uma sociedade que se quer, cada vez mais, de todos e para todos.
Daí que o Inovinter esteja em múltiplas iniciativas e projectos, de Norte a Sul, e do Litoral ao mais Interior do País, com características muito diferenciadas mas, em todo o seu trabalho, com o mesmo objectivo: INCLUSÃO E PARTICIPAÇÃO ACTIVA E IGUALITÁRIA, tal como está previsto na Constituição da República Portuguesa. É assim na formação e educação de jovens e adultos desempregados, é assim na formação direccionada a público, tradicionalmente afastado de algumas profissões tipificadas em função do sexo, é assim no reconhecimento de experiências ao longo da vida, e é assim com comunidades mais ou menos estigmatizadas por razões que tendem a identificar-se com valores e padrões standardizados por elites, onde a diversidade, e sobretudo a igualdade, é matéria só para alguns.
A experiência do Inovinter com o Estabelecimento Prisional de Braga é já de alguns anos. Creio que serão muito poucos os funcionários prisionais que ainda não passaram pela formação qualificante que o Inovinter tem executado na sua Delegação de Braga.
O desafio para o Inovinter fazer formação “no terreno”, ou seja, dentro do próprio estabelecimento e para os reclusos, também já vem de longe.
É verdade que os receios de “não sermos capazes” existiram.
Mas também é verdade que uma Gestão de sucesso faz-se de riscos e não de “receios ou medos”. E por fim aceitámos o desafio. Afinal as oportunidades para este público são quase inexistentes e o tempo que passam dentro do estabelecimento prisional pode – e deve – ser aproveitado e usado para se melhorarem enquanto cidadãos no seu todo, e enquanto cidadãos que aspiram abraçar uma profissão qualificada e qualificante que lhes permita (re)integrar-se numa sociedade global, olhando o passado como momento fortuito e efémere.
A formação proposta foi a de “Cozinha e Bar”. A expectativa era grande, tendo em conta algumas experiências já vividas por todos os responsáveis e funcionários do Estabelecimento Prisional. Mas todos estávamos unidos no êxito desta iniciativa.
Estive com o grupo de formandos logo nos primeiros dias de formação. O seu entusiasmo era visível nos rostos e nas palavras com que se exprimiram individualmente. Apesar das idades heterogéneas, e sabendo nós que o êxito nunca é total, este grupo, e as esperanças que acalentavam para o seu futuro, deu-nos determinação para tudo fazermos de mão dada com todos eles e para eles. Assim estes formandos se aplicassem, assim eles desejassem acolher um embrião de uma vida diferente. Foi isso que prometemos. Foi nisso que nos empenhámos. Dedicadamente, todos. Lá longe, em Angola para onde entretanto partira em serviço, recebi os resultados, a avaliação final e as manifestações de satisfação dos formandos, agora sorrindo à “Janela de Liberdade”. Afinal valera a pena, porque os receios do abandono e do insucesso não se concretizaram. Todos concluíram e com avaliação positiva. As suas reacções finais eram de satisfação. Também nós temos razão para estarmos satisfeitos. Porque foi uma experiência que também nos enriqueceu.
Todos estavam de parabéns, de forma muito particular, todos os dirigentes, técnicos e demais funcionários do Estabelecimento Prisional. Vale a pena acreditar. Vale a pena trabalhar!
Assim continuaremos sempre. Também nós a aprender!
Mª. Conceição Batista
Directora do Inovinter

